sábado, 27 de abril de 2013

O Texto dissertativo-argumentativo


Embora todos os tipos textuais apresentem características diferenciadas em suas especificidades, e sejam, todos, propícios ao ensino em sala de aula, tenho muito prazer em trabalhar com a dissertação-argumentativa, pois, como foi mencionado no texto – base 2, nesse tipo de texto, ocorre à clara defesa da posição do autor com relação a algum tema.   
A pouco trabalhei o Artigo de opinião em sala de aula, cujo texto trabalhado foi o artigo de Stephen Kanitz, “O poder da validação”.  Comecei falando de como a prática da validação é importante para o cotidiano de uma pessoa, nós não somos “validados” muitas das vezes, por outro lado, não “validamos”, a seguir solicitei que expressassem em um texto de no mínimo 10 linhas, se isso, de validar e de ser validado tinha alguma importância para eles e o porquê de.  
Foi muito interessante esse trabalho, pois além de trabalharmos os aspectos dos textos descritivos do tipo argumentativo, em que analisamos os  variados argumentos utilizados pelo autor, em defesa de sua tese, enfocamos os aspectos do relacionamento familiar e do convívio social, enfim, do comportamento humano.
O Poder da Validação
 "Todo mundo é inseguro, sem exceção. Os superconfiantes simplesmente disfarçam melhor. Não escapam pais, professores, chefes nem colegas de trabalho.
Afinal, ninguém é de ferro. Paulo Autran treme nas bases nos primeiros minutos de cada apresentação, mesmo que a peça que já tenha sido encenada 500 vezes. Só depois da primeira risada, da primeira reação do público, é que o ator se relaxa e parte tranquilo para o resto do espetáculo. Eu, para ser absolutamente sincero, fico inseguro a cada novo artigo que escrevo, e corro desesperado para ver os primeiros e-mails que chegam.
Insegurança é o problema humano número 1. O mundo seria muito menos neurótico, louco e agitado se fôssemos todos um pouco menos inseguros. Trabalharíamos menos, curtiríamos mais a vida, levaríamos a vida mais na esportiva. Mas como reduzir esta insegurança?
Alguns acreditam que estudando mais, ganhando mais, trabalhando mais resolveriam o problema. Ledo engano, por uma simples razão: segurança não depende da gente, depende dos outros. Está totalmente fora do nosso controle. Por isso segurança nunca é conquistada definitivamente, ela é sempre temporária, efêmera.
Segurança depende de um processo que chamo de “validação”, embora para os estatísticos o significado seja outro. Validação estatística significa certificar-se de que um dado ou informação é verdadeiro, mas eu uso esse termo para seres humanos. Validar alguém seria confirmar que essa pessoa existe que ela é real, verdadeira, que ela tem valor.
Todos nós precisamos ser validados pelos outros, constantemente. Alguém tem de dizer que você é bonito ou bonita, por mais bonito ou bonita que você seja. O autoconhecimento, tão decantado por filósofos, não resolve o problema. Ninguém pode auto validar-se, por definição.
Você sempre será um ninguém, a não ser que outros o validem como alguém. Validar o outro significa confirmá-lo, como dizer: “Você tem significado para mim”. Validar é o que um namorado ou namorada faz quando lhe diz: “Gosto de você pelo que você é”. Quem cunhou a frase “Por trás de um grande homem existe uma grande mulher” (e vice-versa) provavelmente estava pensando nesse poder de validação que só uma companheira amorosa e presente no dia-a-dia poderá dar.
Um simples olhar, um sorriso, um singelo elogio são suficientes para você validar todo mundo. Estamos tão preocupados com a nossa própria insegurança, que não temos tempo para sair validando os outros. Estamos tão preocupados em mostrar que somos o “máximo”, que esquecemos de dizer aos nossos amigos, filhos e cônjuges que o “máximo” são eles. Puxamos o saco de quem não gostamos, esquecemos d e validar aqueles que admiramos.
Por falta de validação, criamos um mundo consumista, onde se valoriza o ter e não o ser. Por falta de validação, criamos um mundo onde todos querem mostrar-se, ou dominar os outros em busca de poder
Validação permite que pessoas sejam aceitas pelo que realmente são, e não pelo que gostaríamos que fossem. Mas, justamente graças à validação, elas começarão a acreditar em si mesmas e crescerão para ser o que queremos.
Se quisermos tornar o mundo menos inseguro e melhor, precisaremos treinar e exercitar uma nova competência: validar alguém todo dia. Um elogio certo, um sorriso, os parabéns na hora certa, uma salva de palmas, um beijo, um dedão para cima, um “valeu, cara, valeu”.
Você já validou alguém hoje? Então comece já, por mais inseguro que você esteja". Stephen Kanitz
(Artigo publicado na Revista Veja, edição 1705, ano 34, nº 24, 20 de junho de 2001, pág.22)

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Transitividade Verbal


Assistir ao filme ou assistir o filme?


Geralmente as dúvidas quanto ao emprego correto de certas formas verbais surgem no momento da escrita.


Devemos estar atentos à transitividade verbal, ou seja, existem verbos transitivos e verbos intransitivos.
Verbos transitivos são aqueles que pedem complemento. Tal complemento nada mais é que a preposição. Verbos intransitivos são os que não        exigem preposição.

Com o objetivo de sanar nossas dúvidas no que se refere ao uso correto do verbo assistir, começaremos a partir do seguinte questionamento: 

Em princípio, fazemos a pergunta ao próprio verbo: “Quem assiste, assiste a algo”.

Como exemplo, temos: Nós assistimos ao filme que estava em cartaz.
O sentido denotativo do verbo revela a questão de estar presente, ou seja, de presenciar algum fato ou evento.
Neste caso, necessariamente há a presença da preposição "a" revelando a fusão dela com o artigo “o”.
Quando o sentido do verbo assistir significar auxílio, assistência, não exige a presença da preposição.
Por exemplo: O médico assistiu o doente.

No sentido de residir, morar em algum lugar, o verbo também pede a preposição.
Citando um exemplo do que foi falado, obtemos: Marcos assiste em Goiânia.

Agora para treinarmos, façamos alguns exercícios utilizando as formas corretas deste verbo:

a) Preciso ------------------- espetáculo.
b) Mariana -------------------a idosa que atravessava a rua.
c) ----------------- aos jogos interestundantis.


*Gabarito: assistir ao; assistiu; assistimos aos.

Por  Vânia Duarte

domingo, 21 de abril de 2013

História X Estória


HISTÓRIA X ESTÓRIA
                                           (Por Gramaticando)

A palavra HISTÓRIA pode ser usada tanto para as narrativas de fatos (=realidade) quanto para as lendas, fábulas, narrativas de ficção (=fantasia). ESTÓRIA é sempre ficção.

Não podemos é afirmar que a palavra ESTÓRIA não existe, pois está devidamente registrada no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa e em muitos dicionários: Cândido de Figueiredo, Caldas Aulete, Aurélio, Michaelis…

Nós podemos, portanto, fazer a velha distinção HISTÓRIA (=real) e ESTÓRIA (=ficção) ou usar a palavra HISTÓRIA para os dois casos.

Professor: Sérgio Nogueira

Para uma boa prova de Portugues


Dicas para uma boa prova de Português.

1. Ler as questões de forma corrente na primeira leitura e na segunda parar nas dúvidas e grifar o que for mais importante;

2. Ficar atento aos advérbios e pronomes indefinidos, por exemplo, “nunca, todo, nenhum, etc., as generalizações são feitas muitas vezes para confundir”;

3. Não ficar esbarrado nas questões que gerem muitas dúvidas, passe pra frente e volte nelas depois;

4. Saber diferenciar frase, oração e período;

5. Encontrar o verbo para separar a oração em sujeito e predicado, fazendo a pergunta ao verbo “quem fez a ação”. Vc terá por resposta o sujeito e o que sobrar, até o ponto final, é o predicado;

6. Lembrar que os adjuntos adverbiais podem ficar em qualquer
posição na oração, portanto, podem se posicionar antes do sujeito,
depois dele, no predicado depois dele, etc. Podem, por isso, se
confundirem com sujeito ou predicado;

7. Saber diferenciar as orações subordinadas das coordenadas. Conhecer o significado das conjunções, principalmente das coordenadas;

8. Dentro de uma locução adverbial ou adnominal saber encontrar o núcleo;

9. Entender o que é regência, principalmente a verbal, pois ela define os casos de crase, a transitividade dos verbos (se eles são
transitivos diretos - não pedem preposição- ou se são transitivos
indiretos –pedem preposição- ou intransitivos);

10. Lembrar que escrevemos para alguém ler, por isso, é preciso
preocupar-se com a clareza, coerência e coesão. A simplicidade na
escrita é melhor que a escrita rebuscada. As sentenças ambíguas são problemáticas, pois quem lê vai sempre ficar tentando desvendar o que você quis dizer.

sábado, 20 de abril de 2013

Atividades - Prova de Língua Portuguesa - CEJA


LÍNGUA PORTUGUESA  - ENSINO MÉDIO  - MÓDULO   1   - VOLUME   1  

                  Lourinha Bombril
                                               
Para e repara
Olha como ela samba
Olha como ela brilha
Olha que maravilha
Aquela índia tem sotaque do Sul
Essa mulata é da cor do Brasil
A cozinheira tá falando alemão
A princesinha tá falando no pé
A italiana cozinhando o feijão
A americana se encantou com Pelé


(Paralamas do Sucesso. Nove Luas. EMI. 1996 (Adaptado)

1.   abemos que o nosso país é rico em diversidade étnica e cultural. A partir do fragmento da música      dos Paralamas do Sucesso, responda:
a)    Como se dá a formação étnica e o processo de construção de identidade cultural?
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b)         Que manifestações de cultura popular são comuns em sua cidade ou em seu bairro? Comente.
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Observe a tirinha e responda:       
                                                      
2.       Quando falamos ou escrevemos, empregamos as palavras de forma organizada para que a   informação tenha sentido completo.
a)      Na fala dos personagens da tirinha, as frases empregadas são nominais ou verbais? Por quê? 
b)      Nesse texto, a comunicação foi bem sucedida? Justifique sua resposta.
Leia o texto abaixo:
[...] No dia seguinte, um domingo, enquanto todas ajudavam a arrumar a cozinha depois do café da manhã, Eulália diz a Irene que vai à casa do filho Ângelo:
- Prometi almoçar com as crianças hoje – diz ela, avó, sorridente.
- Almoçar com as crianças ou fazer o almoço para elas? – Pergunta Irene piscando o olho para Vera.
Eulália só faz aumentar o sorriso que já trazia no rosto. Nem se dá ao trabalho de responder, pois a resposta é evidente.
- Quando a gente terminar aqui, eu levo você de carro – oferece Irene.
Precisa não Irene – reage Eulália. – Eu vou de a pé mesmo, é uma caminhada gostosa. E você não vai largar a Verinha mais as meninas aqui sozinha, vai?
- Claro que não – responde Irene -, a minha ideia era justamente levar todo mundo comigo para dar um passeio pela cidade. [...]















3. No trecho “Eu vou de a pé mesmo, é uma caminhada gostosa”, a expressão destacada é um exemplo de linguagem:
A) científica                    
B) formal
C) literária
D) popular

4.      Leia o texto abaixo:

Edu,
Não posso jogar futebol hoje à tarde com você e a turma no campo. 
Minha mãe vai me levar ao dentista. A gente se fala amanhã na escola.
                                                       
                                                                             Toquinho

5.      Como é chamado, na sociedade, o texto que você acabou de ler? Assinale com um (x)
        a resposta correta:

a. (   ) Carta
b. (   ) Bilhete
c. (   ) Aviso
d. (   ) Fábula

B) Por que escrevemos textos como esse, ou seja, qual a finalidade dele?

a. (   ) Fazer um convite.                     b. (   ) Dar um recado.                    c. (   ) Contar um fato.

6. Identifique os sujeitos nos períodos abaixo, sublinhando também os verbos ou locuções verbais com os quais eles se relacionam:

A. Todo falante da língua sabe gramática. Sujeito:  _________________________________________
B. Numa palestra, a linguagem padrão deve ser utilizada. Sujeito: ______________________________
C. Achei um texto bem interessante sobre a identidade dos brasileiros. Sujeito:_____________________

7. As frases podem ser denominadas nominais ou verbais. Identifique- as utilizando (FN) para frase nominal ou (FV) para frase verbal:

A.  (   ) Boa noite, professora!
B.  (   ) O ônibus estava lotado hoje.­­­­
C.  (   ) Socorro!
D.  (   ) Cafezinho delicioso aquele do bar da esquina: saboroso, quente e doce. Na medida.

8. Que tal agora você criar seu próprio texto sobre o Brasil. Um texto com suas ideias sobre a nossa identidade ou mesmo um poema?
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Boa prova!
 “O homem é do tamanho do seu sonho”  Fernando pessoa)